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PALESTRA SOBRE FARMÁCIA MAGISTRAL ATRAI ALUNOS FARMACÊUTICOS E EMPRESÁRIOS

 Cerca de 160 pessoas, entre alunos do Curso de Farmácia, farmacêuticos e empresários do setor de farmácia de manipulação, assistiram nesta terça-feira a noite, na FAMETA, a palestra Incompatibilidade e Cálculos Farmacêuticos em Farmácia Magistral, ministrada pelo farmacêutico carioca Alex Baiense. A palestra foi promovida pelo Conselho Regional de Farmácia em parceria com o Conselho Federal de Farmácia e o Sindicato dos Farmacêuticos como parte da 7ª Jornada farmacêutica da FAMETA.
A farmácia magistral é o local onde há a manipulação de medicamentos de qualquer espécie, sob receita médica. Como o setor está em expansão em todo o Brasil, o tema agradou aos presentes. No Acre, além de Rio Branco, há farmácias de manipulação em cidades do interior.
O palestrante, Alex Baiense, que atua no setor de farmácia magistral no Rio de Janeiro, elogiou a participação ativa de estudantes e empresários. “Eles demostraram interesse real pelo tema com perguntas relevantes e acredito que muitos aqui, que ainda estavam em dúvida, vão optar pelo ramo da manipulação”.
O farmacêutico João Arnaldo, empresário do setor de farmácia magistral, destaca que esse foi o primeiro evento realizado no Acre com esse tema, o que segundo ele, é muito oportuno. “O palestrante contextualizou o tema, falou da diferença entre a indústria farmacêutica e a farmácia magistral e fez abordagem específica, por exemplo, sobre a correição dos ativos na hora da pesagem. Foi uma palestra que nos atualizou muito”, explicou ele.
A estudante do 10º período do Curso de farmácia da FAMETA, Jéssica Dene, relata que a palestra foi proveitosa para ela, que quer atuar justamente na farmácia de manipulação. “É uma área difícil, que requer cálculos, muito conhecimento de química, mas eu fiquei ainda mais encorajada de atuar na farmácia magistral depois da palestra, que foi muito enriquecedora”.
Para o conselheiro federal, Romeu Cordeiro, a promoção da palestra sobre farmácia magistral, a palestra sobre os paradigmas da fiscalização e a mesa redonda sobre vários temas, foram importantes contribuições que o Conselho Regional de Farmácia, garantiu à 7ª Jornada Farmacêutica da FAMETA. “Queremos garantir a presença de profissionais qualificados nas farmácias, por isso apostamos muito na qualificação, o que resultará numa assistência farmacêutica eficiente para a população”, concluiu.

POR QUE FISCALIZAR?

A fiscalização das atividades profissionais farmacêuticas é a principal missão dos Conselhos Regionais de Farmácia. Os Conselhos promovem a valorização do farmacêutico perante a sociedade e garantem o direito da população, de ser atendida por um profissional de nível superior, que no âmbito da suas atribuições visa a promoção, proteção e recuperação da saúde.
As empresas e estabelecimentos que exploram serviços para os quais são necessárias atividades do profissional farmacêutico, devem provar, perante o Conselho Regional de Farmácia, que essas atividades são exercidas por profissionais habilitados e registrados (nos termos do Art. 24 da Lei 3820/60).
Os Conselhos Regionais de Farmácia deverão autuar a empresa ou o estabelecimento farmacêutico que não comprovar – no ato da fiscalização, que suas atividades estão sendo realizadas por profissional registrado e habilitado perante o respectivo CRF (nos termos do art. 21 da Resolução 648/17 CFF).
IMPORTANTE LEMBRAR: No âmbito da Assistência Farmacêutica, as farmácias de qualquer natureza, precisam obrigatoriamente, para seu funcionamento, da assistência técnica de farmacêutico habilitado na forma da lei. Dessa forma, a fiscalização contribui para o fortalecimento da Assistência Farmacêutica.