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Gabriela Curty desempenha um trabalho exemplar na UPA da Cidade do Povo

Formada em novembro de 2019 para poder assumir o processo seletivo da Sesacre, a profissional trabalha na UPA da Cidade do Povo como farmacêutica atuante no gerenciando do fornecimento de medicamentos e material médico hospitalar, além de desempenhar um trabalho exemplar com algumas atribuições em parceria com a CCIH do hospital e atualmente implantar o uso racional de antibióticos.
Em relação ao período de pandemia de COVID, enfrentou muita dificuldade quanto ao gerenciamento dos insumos para o hospital, mas sempre conseguiu articular com os almoxarifados e com muita desenvoltura e profissionalismo conseguiu fazer com que nunca faltasse nada. Mesmo se tratando de dias delicados onde requer do profissional tanto o farmacêutico como o restante da equipe: paciência e profissionalismo para conseguir lidar com toda essa situação, segue acreditando que quando a equipe trabalha unida tudo flui.

Farmácias móveis garantem prevenção à Covid-19 em municípios brasileiros

Durante essa pandemia, a ordem é ficar em casa e apenas sair quando for imprescindível. Porém, quem tem doença crônica e depende da rede pública para o fornecimento de seus medicamentos não tem alternativa. Tem de ir periodicamente à unidade pública de saúde mais próxima, certo? Errado! Não em municípios como Rio Branco, capital do Acre, Pedro Leopoldo e comunidades próximas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e vários outros. Nessas localidades, sob a coordenação de farmacêuticos, os medicamentos estão indo até as pessoas, em farmácias móveis. Os projetos são inspirados em iniciativas que existem no país já há pelo menos 5 anos, como o programa Farmácia Mais Perto, implantado pela Prefeitura de Passo Fundo (RS), na gestão da coordenadora da Assistência Farmacêutica, Débora Tauffer, que entre 2014 e 2019 realizou em torno de 90 mil atendimentos. Junto com os medicamentos, os farmacêuticos levam, também, orientações sobre cuidado à saúde, prevenção da Covid-19 e uso seguro dos medicamentos.

Foto: Divulgação

Farmacêutica Luana Esteves, coordenadora do programa Medicamento em Casa, em Rio Branco (AC) — Foto: Divulgação

Em Rio Branco, essa realidade antecede a pandemia. Desde agosto de 2019 a Secretaria Municipal da Saúde (SEMSA) mantém em funcionamento o programa Medicamento em Casa, que prioriza os cidadãos com dificuldade de locomoção, como acamados, cadeirantes, idosos, portadores de doença de Parkinson, osteoporose e doença renal crônica. A iniciativa contempla a dispensação dos medicamentos básicos, mediante cadastro prévio e receituário médico. Durante a pandemia foram entregues também, álcool em gel e máscaras de tecido. As visitas são mensais, em um veículo adaptado. Seis profissionais da saúde fazem parte da equipe. Já são 500 pacientes e mais de 4 mil atendimentos.

“O intuito é garantir o acesso e manter o atendimento”, explica a farmacêutica Luana Esteves, coordenadora do projeto e mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Estado do Acre. Entre os beneficiados estão pacientes com diabetes, que recebem orientações sobre a autoaplicação e o descarte correto de agulhas e outros materiais. “Uma das características do programa é a utilização do sistema de informação G-MUS, que permite o cadastramento dos pacientes, controle de estoque e distribuição dos insumos de forma individualizada”, comenta a farmacêutica. O modelo de atendimento tem possibilitado a ampliação do acesso. “Durante a pandemia o número de cadastros dobrou – no início eram 250”, comemora ela.

Em Pedro Leopoldo, o programa Farmácia no seu Bairro, lançado em agosto, também está resultando no incremento no acesso. “Muitos pacientes, não pegavam seus medicamentos, ou porque levavam até 5 horas nas viagens de ônibus até a unidade de saúde, ou porque não tinham recursos para essas passagens. Agora passaram a retirá-los, pois a entrega ocorre em pontos a 5 minutos de suas casas. Calculamos um aporte em torno de 10 a 15% para uma média de seis milhões de medicamentos dispensados anualmente”, esclarece o secretário municipal da Saúde, Fabrício Simões, idealizador do projeto. Ele teve a ideia após participar de um congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais da Saúde, em Belém do Pará, onde houve debate sobre o tema.

Secretário municipal da Saúde, Fabrício Simões, idealizador do programa Farmácia no seu Bairro, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), a farmacêutica Deborah Araújo Miranda, coordenadora do projeto, e demais membros da equipe responsável — Foto: Divulgação

A distribuição dos medicamentos começou no auge da pandemia, para evitar a exposição das pessoas ao Sars-CoV-2. É feita em visitas que se repetem a cada duas semanas, utilizando um veículo adaptado, com espaço para a separação de medicamentos, geladeira e ar condicionado, para manter a temperatura adequada à conservação dos produtos. Sempre que necessário, os farmacêuticos também prestam atendimento clínico, pois a farmácia móvel dispõe de cadeiras, mesa e toldo para atender aos pacientes, confortavelmente. “Utilizamos equipamentos de proteção individual (EPIs) e a dispensação segue todas as normativas do Conselho Regional de Farmácia e da vigilância sanitária local”, explica a farmacêutica Deborah Araújo Miranda, coordenadora do projeto.

“Atuo no SUS há cinco anos. O que mais me envolve no nosso sistema de saúde é a capacidade de inovação que ele desperta nos servidores e gestores. Com os recursos ofertados, temos de assistir à população da melhor maneira, o que requer criatividade e engajamento. Vivencio isso todos os dias”, comenta a farmacêutica, que recebe ajuda de um auxiliar em farmácia e de um motorista para manter a farmácia móvel em funcionamento. O projeto também tem o apoio de outros farmacêuticos do município, como Orozimbo Henriques Campos Neto, e contou, para sua viabilização, com o suporte do diretor de planejamento municipal, Felipe Braga.

Para poder solidificar o programa nos bairros contemplados, foi necessária a ajuda dos agentes das unidades de saúde, além da divulgação nas redes sociais. A iniciativa funciona vinculada às Unidades Básicas de Saúde (UBS). “O acesso à prescrição dos medicamentos precisa estar alinhado com o cronograma das visitas da farmácia móvel”, explica Fabrício Simões, ressaltando o ganho assistencial com a presença do farmacêutico dentro das unidades de saúde. “Sou enfermeiro de formação e um grande admirador dos farmacêuticos. Principalmente no Sistema Único de Saúde, são profissionais extremamente importantes”, comenta o secretário.

Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado do Acre, Romeu Neto: “Prestigio os farmacêuticos pelas iniciativas inovadoras capazes de garantir a segurança e proporcionar qualidade de vida dos pacientes.” — Foto: Divulgação

O Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado do Acre, Romeu Barbosa Neto, enfatiza o que resultado do programa de Rio Branco reflete o trabalho incansável dos farmacêuticos acreanos e de outras regiões do país. “Prestigio os farmacêuticos pelas iniciativas inovadoras capazes de garantir a segurança e proporcionar qualidade de vida dos pacientes. Também reconheço o esforço da gestão do município em priorizar a facilidade no acesso aos medicamentos por meio da aproximação do farmacêutico com a população mais necessitada da Atenção Básica à Saúde”, conclui.

Para o conselheiro federal de Farmácia Gerson Pianetti, os programas causam grande impacto na segurança dos pacientes, pois reduzem a circulação de pessoas no transporte público e nas dependências das farmácias municipais. “É muito gratificante acompanhar o trabalho dos gestores e dos farmacêuticos na condução da Atenção Primária à Saúde, fazendo o usuário ter acesso fácil aos cuidados com a saúde. Parabenizo todos os envolvidos”, enaltece o conselheiro, alertando para a importância das precauções para a garantia do serviço farmacêutico com segurança e qualidade sejam observados.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia

Boletins da Divisão de Saúde do Trabalhador

No mês de setembro de 2020, foi recomposta a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora- CISTT do Acre – CISTT/AC, na qual o Conselho Regional de Farmácia é parte constituinte, estando os farmacêuticos representados pelas Conselheiras Dra. Luana Christina Esteves das Neves e a Dra. Mariama Frizoni da Cruz Carvalho, publicado em Resolução CES Nº. 13 DE 21 DE Setembro De 2020.

A CISTT é uma Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, estabelecida no Artigo 12 da Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Ela tem o propósito de assessoramento dos conselhos de saúde na temática de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Portanto, sua instalação é OBRIGATÓRIA e indispensável nos conselhos de saúde.

A Comissão tem a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, cuja execução envolva ou não áreas compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, mas que zelam ou têm interface com a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

A CISTT é um instrumento fundamental para a construção e a implementação das ações de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, conforme mencionado nas Portarias nº 3.120/98, nº 3.908/98, nº 1.679/02, nº 2.728/09 e nº 1.823/12 do Ministério da Saúde.

Todos os trabalhadores, homens e mulheres, independentemente de sua localização, urbana ou rural, de sua forma de inserção no mercado de trabalho, formal ou informal, de seu vínculo empregatício, público ou privado, assalariado, autônomo, avulso, temporário, cooperativados, aprendiz, estagiário, doméstico, aposentado ou desempregado, etc… são sujeitos ao acompanhamento da CISTT e de atuação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora –PNSTT.

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest é um local de atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além de atender diretamente o trabalhador, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem, na região onde se encontram. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas. Os dados são consolidados através de Boletins os quais serão divulgados no site do CRF/Acre.

O que é:

  • unidade regional especializada no atendimento à saúde do trabalhador;
  • tem como modelo a Atenção Básica de Saúde;
  • é vinculado à Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast).

O que faz:

  • presta assistência especializada aos trabalhadores acometidos por doenças e/ou agravos relacionados ao trabalho;
  • realiza promoção, proteção, recuperação da saúde dos trabalhadores;
  • investiga as condições do ambiente de trabalho utilizando dados epidemiológicos em conjunto com a Vigilância Sanitária.

Contatos:

CEREST – (68) 3223-4266

CISTT – (68) 3215-2622

Fontes:

Ministério da Saúde. Para saber as coisas: falando da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e doenças relacionadas ao trabalho.

Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Conheça a CISTT : Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde – Brasília : Ministério da Saúde, 2017.

Acesse aos boletins já publicados clicando AQUI