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Farmacêutico militar mantem as fronteiras abastecidas com medicamentos da melhor forma possível

Mizael Paiva Louzada, tem 37 anos, é graduado em Farmácia-Bioquímica (última turma de análises clínicas do país), pela Escola de Ensino Superior do Educandário Seráfico São Francisco de Assis, ESESFA, Santa Teresa, Espírito Santo, Brasil.
Possui formação complementar em análises clínicas e microbiológicas e farmácia clínica direcionada à prescrição farmacêutica.
Atualmente serve ao exército brasileiro como farmacêutico-bioquímico, atuando tanto no laboratório de análises clínicas do Posto Médico de Guarnição de Rio Branco, quanto na farmácia, licitando os medicamentos e materiais médico-hospitalares.
Atuou também como farmacêutico-bioquímico no Centro de Apoio Diagnóstico – CAD, Laboratório de Análises Clínicas Polidoro, Labclin – Auxílio Diagnóstico (sócio-proprietário), Hospital da Família de Santa Rosa do Purus e como pesquisador na Fundação de Tecnologia do Estado do Acre – Funtac, e demais drogarias na cidade de Rio Branco-Acre.
Em Santa Rosa do Purus, pode exercer papel fundamental de assistência farmacêutica no município, orientando sobre o uso racional de medicamentos e ACISOS (Ações Cívico Sociais), assistindo as populações indígenas ribeirinhas, levando medicamentos e realizando exames nas aldeias visitadas.
“O ano de 2020, foi um ano complexo para todos os profissionais de saúde, principalmente para os que ficaram na linha de frente combatendo o novo corona vírus (COVID-19)”. No início da pandemia (meios de março de 2020), pude vivenciar as elevações dos preços dos medicamentos e materiais médico-hospitalares utilizados na pandemia. De contra partida, fomos o primeiro batalhão da região norte a realizar um pregão para aquisição desses materiais, abrindo as portas para as outras instituições públicas nas mais diversas esferas (municipal, estadual e federal), para participar deste nosso certame. No mês de Abril o mesmo foi publicado, auxiliando tanto esta Organização Militar, como diversas prefeituras, secretárias estaduais, órgãos federais e as demais forças armadas. Conseguimos testes radiocromatográficos IgG e IgM, para diagnósticos do novo COVID-19 em menos de 30 dias após publicação do certame.
O nosso maior desafio como farmacêutico militar, é manter nossas fronteiras sempre abastecidas da melhor maneira, tento em vista que possuímos Pelotões Especiais de Fronteiras em diversos municípios do Estado do Acre, sendo que alguns, de difícil acesso como é o caso de Santa Rosa do Purus, onde disponibilizados somente de transportes fluviais e aéreos, este último é realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
E por fim, nesta grande luta de combate ao novo COVID-19, deposito minha esperança nas diversas vacinas desenvolvidas no mundo, para que as mesmas, possam desempenhar seu papel fundamental de imunização, fazendo com que a população mundial reestabeleça suas atividades fins.

“…o lema do Farmacêutico é o mesmo do soldado: servir…um serve à pátria; outro serve à humanidade, sem nenhuma discriminação de cor ou raça…’
Monteiro Lobato

Farmacêutica atua no enfrentamento a Covid-19 em município de Marechal Thaumaturgo

Helena Lopes de Oliveira tem 24 anos é graduada em Farmácia desde o ano de 2018, pela universidade UNIMETA em Rio branco AC.
Sua recente trajetória profissional teve início já no último ano de graduação, quando começou a trabalhar como atendente de farmácia voluntária, uma vez que, dentre várias tentativas desde o início da graduação, não havia conseguido trabalho remunerado na área, e para adquirir alguma experiência antes de formar, recorreu ao voluntariado nos 3 últimos meses.
Logo que concluiu sua graduação, surgiu a primeira oportunidade de atuar como farmacêutica na mesma drogaria em que a mesma era voluntaria, onde permaneceu durante 01 ano na função de Responsável Técnica.
Em janeiro de 2020, recebeu uma proposta da Secretaria Municipal de Saúde de Marechal Thaumaturgo, para atuar no setor laboratorial e ser responsável pelas farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que há no município e ainda dos postos de medicamentos coligados das comunidades ribeirinhas, convite este que aceitou de imediato, pois mesmo já atuando na capital, sempre desejou viver novas e boas experiências fora da zona de conforto.
Em Marechal Thaumaturgo, desde fevereiro deste ano, atua na função de farmacêutica Responsável e também na área de Análises Clínicas e Bioquímica. Atua junto a linha de frente na pandemia de Covid-19, onde se responsabiliza pelas testagens rápidas e coletas de amostras para exames Rt-PCR.
“Neste cenário atual de pandemia, venho vendo e vivendo uma realidade que poucos conhecem, pois por aqui, por se tratar de um município muito distante,isolado, e de poucos recursos, tudo se torna mais difícil, principalmente a aquisição de insumos para realizar o trabalho necessário, pois só se chega aqui, por água, ou ar, por isso, tem que haver uma programação bem mais antecipada e rigorosa, para que não falte testes, insumos, medicamentos etc.” pontua a farmacêutica.
Seu trabalho vem sendo desempenhado com êxito, mesmo com esses altos e baixos.
“Atuar na saúde pública não é fácil, seja lá onde for, é um trabalho que precisa ser desempenhado com muita atenção, cautela, disciplina e muita responsabilidade, um grande desafio, e para mim algo novo, que exige muita coragem, força de vontade e determinação, e também muito amor pela profissão linda que escolhi, pois além de desafio, considero como uma grande conquista que se concretizou. Escolhi estar aqui, aceitei o desafio com o coração aberto, sabendo que poderia e posso contribuir muito com o município e lutar para que sempre haja o que a população realmente precisa. Gratidão ao meu conselho CRF/AC, que desde o início me apoiou e me incentivou https://masterra.com/ a realizar um bom trabalho neste município isolado que tanto necessita de trabalho qualificado, e pelo tal reconhecimento, grata também a Secretaria Municipal de Saúde, pois desde sempre, atende minhas solicitações como profissional, favorecendo e colaborando para que o trabalho caminhe da melhor maneira e assim seguirmos com grandes melhorias!” conclui.

Gabriela Curty desempenha um trabalho exemplar na UPA da Cidade do Povo

Formada em novembro de 2019 para poder assumir o processo seletivo da Sesacre, a profissional trabalha na UPA da Cidade do Povo como farmacêutica atuante no gerenciando do fornecimento de medicamentos e material médico hospitalar, além de desempenhar um trabalho exemplar com algumas atribuições em parceria com a CCIH do hospital e atualmente implantar o uso racional de antibióticos.
Em relação ao período de pandemia de COVID, enfrentou muita dificuldade quanto ao gerenciamento dos insumos para o hospital, mas sempre conseguiu articular com os almoxarifados e com muita desenvoltura e profissionalismo conseguiu fazer com que nunca faltasse nada. Mesmo se tratando de dias delicados onde requer do profissional tanto o farmacêutico como o restante da equipe: paciência e profissionalismo para conseguir lidar com toda essa situação, segue acreditando que quando a equipe trabalha unida tudo flui.

Farmácias móveis garantem prevenção à Covid-19 em municípios brasileiros

Durante essa pandemia, a ordem é ficar em casa e apenas sair quando for imprescindível. Porém, quem tem doença crônica e depende da rede pública para o fornecimento de seus medicamentos não tem alternativa. Tem de ir periodicamente à unidade pública de saúde mais próxima, certo? Errado! Não em municípios como Rio Branco, capital do Acre, Pedro Leopoldo e comunidades próximas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e vários outros. Nessas localidades, sob a coordenação de farmacêuticos, os medicamentos estão indo até as pessoas, em farmácias móveis. Os projetos são inspirados em iniciativas que existem no país já há pelo menos 5 anos, como o programa Farmácia Mais Perto, implantado pela Prefeitura de Passo Fundo (RS), na gestão da coordenadora da Assistência Farmacêutica, Débora Tauffer, que entre 2014 e 2019 realizou em torno de 90 mil atendimentos. Junto com os medicamentos, os farmacêuticos levam, também, orientações sobre cuidado à saúde, prevenção da Covid-19 e uso seguro dos medicamentos.

Foto: Divulgação

Farmacêutica Luana Esteves, coordenadora do programa Medicamento em Casa, em Rio Branco (AC) — Foto: Divulgação

Em Rio Branco, essa realidade antecede a pandemia. Desde agosto de 2019 a Secretaria Municipal da Saúde (SEMSA) mantém em funcionamento o programa Medicamento em Casa, que prioriza os cidadãos com dificuldade de locomoção, como acamados, cadeirantes, idosos, portadores de doença de Parkinson, osteoporose e doença renal crônica. A iniciativa contempla a dispensação dos medicamentos básicos, mediante cadastro prévio e receituário médico. Durante a pandemia foram entregues também, álcool em gel e máscaras de tecido. As visitas são mensais, em um veículo adaptado. Seis profissionais da saúde fazem parte da equipe. Já são 500 pacientes e mais de 4 mil atendimentos.

“O intuito é garantir o acesso e manter o atendimento”, explica a farmacêutica Luana Esteves, coordenadora do projeto e mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Estado do Acre. Entre os beneficiados estão pacientes com diabetes, que recebem orientações sobre a autoaplicação e o descarte correto de agulhas e outros materiais. “Uma das características do programa é a utilização do sistema de informação G-MUS, que permite o cadastramento dos pacientes, controle de estoque e distribuição dos insumos de forma individualizada”, comenta a farmacêutica. O modelo de atendimento tem possibilitado a ampliação do acesso. “Durante a pandemia o número de cadastros dobrou – no início eram 250”, comemora ela.

Em Pedro Leopoldo, o programa Farmácia no seu Bairro, lançado em agosto, também está resultando no incremento no acesso. “Muitos pacientes, não pegavam seus medicamentos, ou porque levavam até 5 horas nas viagens de ônibus até a unidade de saúde, ou porque não tinham recursos para essas passagens. Agora passaram a retirá-los, pois a entrega ocorre em pontos a 5 minutos de suas casas. Calculamos um aporte em torno de 10 a 15% para uma média de seis milhões de medicamentos dispensados anualmente”, esclarece o secretário municipal da Saúde, Fabrício Simões, idealizador do projeto. Ele teve a ideia após participar de um congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais da Saúde, em Belém do Pará, onde houve debate sobre o tema.

Secretário municipal da Saúde, Fabrício Simões, idealizador do programa Farmácia no seu Bairro, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), a farmacêutica Deborah Araújo Miranda, coordenadora do projeto, e demais membros da equipe responsável — Foto: Divulgação

A distribuição dos medicamentos começou no auge da pandemia, para evitar a exposição das pessoas ao Sars-CoV-2. É feita em visitas que se repetem a cada duas semanas, utilizando um veículo adaptado, com espaço para a separação de medicamentos, geladeira e ar condicionado, para manter a temperatura adequada à conservação dos produtos. Sempre que necessário, os farmacêuticos também prestam atendimento clínico, pois a farmácia móvel dispõe de cadeiras, mesa e toldo para atender aos pacientes, confortavelmente. “Utilizamos equipamentos de proteção individual (EPIs) e a dispensação segue todas as normativas do Conselho Regional de Farmácia e da vigilância sanitária local”, explica a farmacêutica Deborah Araújo Miranda, coordenadora do projeto.

“Atuo no SUS há cinco anos. O que mais me envolve no nosso sistema de saúde é a capacidade de inovação que ele desperta nos servidores e gestores. Com os recursos ofertados, temos de assistir à população da melhor maneira, o que requer criatividade e engajamento. Vivencio isso todos os dias”, comenta a farmacêutica, que recebe ajuda de um auxiliar em farmácia e de um motorista para manter a farmácia móvel em funcionamento. O projeto também tem o apoio de outros farmacêuticos do município, como Orozimbo Henriques Campos Neto, e contou, para sua viabilização, com o suporte do diretor de planejamento municipal, Felipe Braga.

Para poder solidificar o programa nos bairros contemplados, foi necessária a ajuda dos agentes das unidades de saúde, além da divulgação nas redes sociais. A iniciativa funciona vinculada às Unidades Básicas de Saúde (UBS). “O acesso à prescrição dos medicamentos precisa estar alinhado com o cronograma das visitas da farmácia móvel”, explica Fabrício Simões, ressaltando o ganho assistencial com a presença do farmacêutico dentro das unidades de saúde. “Sou enfermeiro de formação e um grande admirador dos farmacêuticos. Principalmente no Sistema Único de Saúde, são profissionais extremamente importantes”, comenta o secretário.

Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado do Acre, Romeu Neto: “Prestigio os farmacêuticos pelas iniciativas inovadoras capazes de garantir a segurança e proporcionar qualidade de vida dos pacientes.” — Foto: Divulgação

O Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado do Acre, Romeu Barbosa Neto, enfatiza o que resultado do programa de Rio Branco reflete o trabalho incansável dos farmacêuticos acreanos e de outras regiões do país. “Prestigio os farmacêuticos pelas iniciativas inovadoras capazes de garantir a segurança e proporcionar qualidade de vida dos pacientes. Também reconheço o esforço da gestão do município em priorizar a facilidade no acesso aos medicamentos por meio da aproximação do farmacêutico com a população mais necessitada da Atenção Básica à Saúde”, conclui.

Para o conselheiro federal de Farmácia Gerson Pianetti, os programas causam grande impacto na segurança dos pacientes, pois reduzem a circulação de pessoas no transporte público e nas dependências das farmácias municipais. “É muito gratificante acompanhar o trabalho dos gestores e dos farmacêuticos na condução da Atenção Primária à Saúde, fazendo o usuário ter acesso fácil aos cuidados com a saúde. Parabenizo todos os envolvidos”, enaltece o conselheiro, alertando para a importância das precauções para a garantia do serviço farmacêutico com segurança e qualidade sejam observados.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia

Boletins da Divisão de Saúde do Trabalhador

No mês de setembro de 2020, foi recomposta a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora- CISTT do Acre – CISTT/AC, na qual o Conselho Regional de Farmácia é parte constituinte, estando os farmacêuticos representados pelas Conselheiras Dra. Luana Christina Esteves das Neves e a Dra. Mariama Frizoni da Cruz Carvalho, publicado em Resolução CES Nº. 13 DE 21 DE Setembro De 2020.

A CISTT é uma Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, estabelecida no Artigo 12 da Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Ela tem o propósito de assessoramento dos conselhos de saúde na temática de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Portanto, sua instalação é OBRIGATÓRIA e indispensável nos conselhos de saúde.

A Comissão tem a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, cuja execução envolva ou não áreas compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, mas que zelam ou têm interface com a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

A CISTT é um instrumento fundamental para a construção e a implementação das ações de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, conforme mencionado nas Portarias nº 3.120/98, nº 3.908/98, nº 1.679/02, nº 2.728/09 e nº 1.823/12 do Ministério da Saúde.

Todos os trabalhadores, homens e mulheres, independentemente de sua localização, urbana ou rural, de sua forma de inserção no mercado de trabalho, formal ou informal, de seu vínculo empregatício, público ou privado, assalariado, autônomo, avulso, temporário, cooperativados, aprendiz, estagiário, doméstico, aposentado ou desempregado, etc… são sujeitos ao acompanhamento da CISTT e de atuação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora –PNSTT.

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest é um local de atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além de atender diretamente o trabalhador, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem, na região onde se encontram. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas. Os dados são consolidados através de Boletins os quais serão divulgados no site do CRF/Acre.

O que é:

  • unidade regional especializada no atendimento à saúde do trabalhador;
  • tem como modelo a Atenção Básica de Saúde;
  • é vinculado à Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast).

O que faz:

  • presta assistência especializada aos trabalhadores acometidos por doenças e/ou agravos relacionados ao trabalho;
  • realiza promoção, proteção, recuperação da saúde dos trabalhadores;
  • investiga as condições do ambiente de trabalho utilizando dados epidemiológicos em conjunto com a Vigilância Sanitária.

Contatos:

CEREST – (68) 3223-4266

CISTT – (68) 3215-2622

Fontes:

Ministério da Saúde. Para saber as coisas: falando da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e doenças relacionadas ao trabalho.

Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Conheça a CISTT : Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde – Brasília : Ministério da Saúde, 2017.

Acesse aos boletins já publicados clicando AQUI

A importância da atuação do farmacêutico na hematologia

O Dr. Fabrizzio Cezarotto é Farmacêutico Bioquímico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2000 e pós graduado em saúde pública. No mesmo ano em que se formou, começou a trabalhar no Setor de Imuno Hematologia do Centro de Hematologia e Hemoterapia do estado de Santa Catarina onde ficou até o meio do ano de 2006. Nesse mesmo período trabalhava no laboratório nas análises clínicas do Hospital Universitário do mesmo estado. Em agosto de 2006 foi aprovado no concurso da Sesacre e lotado no Setor de Imuno Hematologia do Centro de Hematologia e hemoterapia do estado do Acre, onde permanece até hoje. Nesse setor é responsável pelo ABO/RH dos doadores de sangue. Também desenvolve atividades mais complexas como fenotipagem eritrocitária e resolução de casos de incompatibilidade transfusional.
Com a chegada da pandemia da COVID-19 tudo tem sido um desafio para o seu trabalho no Hemocentro. As poucas informações sobre o vírus e como ele age são os maiores problemas. Alguns pacientes tem necessitado de grande suporte hemoterápico. Isso fez rever e também criar novos protocolos de transfusão de sangue e principalmente de plasma convalescente.

Unidades básicas de saúde devem funcionar com a presença de farmacêutico para entrega de remédios antimicrobianos e de controle especial

Mais uma vitória do sistema CFF/CRF’s.
Em sessão virtual realizada no dia 30/9, a 4 ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF4) decidiu reformar uma sentença que havia anulado um auto de infração proferido pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio Grande do Sul (CRF/RS). A multa foi aplicada pelo órgão ao município de Santo Augusto (RS) em razão de unidades básicas de saúde da cidade estarem funcionando sem a supervisão permanente de profissional farmacêutico para as funções de dispensação de medicamentos.

Dispensário de medicamentos

Em agosto de 2019, o município gaúcho ingressou com a ação na Justiça Federal requerendo que fossem declaradas nulas as penalidades que lhe foram imputadas pelo CRF/RS.

No processo, o autor argumentou que a atividade de entrega de medicamentos em unidades de saúde não é exclusividade do profissional farmacêutico, sendo prescindível a presença desse profissional em dispensários públicos.

O município de Santo Augusto obteve sentença favorável em primeiro grau. Em abril deste ano, o juízo da 1ª Vara Federal de Ijuí (RS) julgou procedente o pedido, anulando as multas impostas.

O CRF/RS recorreu ao TRF4, pedindo a reforma da sentença.

Na apelação cível, o órgão defendeu a legalidade dos autos de infração, tendo em vista que foi constatada a efetiva dispensação de medicamentos antimicrobianos e de controle especial arrolados na Portaria nº 344/98 da Secretaria de Vigilância Sanitária/Ministério da Saúde sem a presença de farmacêutico nas unidades básicas de saúde. Sustentou que a dispensação de remédios antimicrobianos e controlados é atividade privativa do profissional farmacêutico e não pode ser exercida por pessoas leigas.

Acórdão

O desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, relator do caso no Tribunal, posicionou-se em favor do apelante após analisar o recurso.

“A entrega de medicamentos em unidades de saúde municipais pode ser feita por profissionais da área da saúde não farmacêuticos, uma vez que inexiste obrigatoriedade da presença de farmacêutico, com exceção dos medicamentos antimicrobianos e medicamentos sujeitos a controle especial nos termos da Portaria nº 344/98 do Ministério da Saúde. No entanto, foi constatada a efetiva dispensação de medicamentos antimicrobianos e medicamentos controlados pela Portaria nº 344/98 do Ministério da Saúde, sem a presença de farmacêutico, sendo este o fato ensejador do auto de infração impugnado nesta ação”, ressaltou o magistrado em seu voto.

Dessa forma, a 4ª Turma decidiu, por unanimidade, dar provimento à apelação, reformando a sentença e restabelecendo a penalidade do CRF/RS para o município.

N° 5001066-52.2019.4.04.7133/TRF
Fonte: TRF4

Consultas Públicas para RDC nº 44/2009 e 302/2005 disponíveis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou as consultas públicas, para comentários e sugestões do público geral, da RDC nº 44/2009, que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas, e da RDC nº 302/2005, que trata sobre requisitos técnicos para a execução das atividades relacionadas aos Testes de Análises Clínicas (TAC) na prestação de Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutico (SADT).

As consultas ficarão disponíveis para avaliação e contribuições até o dia 23/10/2020. Acesse já e encaminhe as suas contribuições:

– Consulta Pública nº 911/2020 – RDC nº 44/2009

– Consulta Pública nº 912/2020 – RDC nº 302/2005

Farmacêutica no cenário laboratorial da Covid-19

Janaína Mazaro, farmacêutica bioquímica formada pela Universidade Estadual de Maringá no Paraná. É Paranaense de nascimento mas já está no Acre há 17 anos.
Desde que chegou no estado, trabalhou em laboratórios do setor público e privado. É concursada da Semsa e Sesacre.
Atualmente está de licença maternidade, mas antes da licença estava respondendo pela gerência técnica do LACEN e trabalhando como assessora técnica do Laboratório Medlab.
Desempenhou um importante papel no cenário do diagnóstico laboratorial da Covid-19.
Trabalhou, ativamente, para que o Lacen conseguisse ser certificado pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) para se tornar apto à realização dos exames de RT-PCR para Covid-19.
Também foi responsável por articular junto dos municípios do interior os procedimentos de coleta para Covid-19 fazendo com que todos estivessem aptos à coletar as amostras para serem enviadas e testadas na capital.
Realizou também a avaliação da qualidade dos primeiros testes rápidos para Covid-19 enviados ao Estado pelo Ministério da Saúde.
Trabalhou todos os dias da gestação até a véspera de ganhar neném e saiu realizada por saber que fez o seu melhor no cenário laboratorial da Covid-19.